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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O SOL


O Sol

Rege o signo de Leão e a 5ª Casa

Sol, o doador da vida, representa a nossa mente consciente em Astrologia. Ele representa nossa vontade de viver e nossa força de vida criativa. Assim como os planetas giram em torno do Sol no nosso sistema solar, tiramos o nosso propósito de vida do Sol no nosso mapa natal. O Sol é o nosso ego. Também é o nosso “adulto” interior- a parte de nós que activa a nossa criança interior “. O Sol é a nossa identidade básica, e representa a auto-realização. O Sol também representa a nossa vitalidade geral. O Sol é o que nos dirige, e pode ser considerado o “patrão” do nosso Mapa Astral.

Vitalidade – Personalidade

Características do SOL

° Centro do nosso sistema solar.
° Fonte de vida, confere a ordem ao caos.
° Centro da consciência.
° Princípio da paternidade, integridade e autoridade.
° Representa o potencial de crescimento, criatividade, vontade e decisão.
° Necessidade inerente do indivíduo de atingir um centro de referência do valor pessoal e de se sentir apto a exercer controlo sobre o meio.
° O Sol, em Astrologia, representa a capacidade de controlar e integrar todos os outros elementos do mapa astrológico, ou seja, da personalidade como um todo.
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TRÂNSITOS ASTROLÓGICOS

Trânsitos Astrológicos
Os transitos Astrológicos são a influência diária dos planetas, Sol e Lua, sobre o mapa Natal (mapa astral). Como já foi referido em outros artigos sobre o mapa astral, sabemos que este é uma “fotografia” do céu (cosmo), no momento do nascimento. No entanto, sabemos também que os planetas estão em constante rotação, deslocando-se pelo do Zodíaco. Os transitos Astrológicos simbolizam acontecimentos que são de aparente origem externa, no entanto espelham os nossos padrões internos.

Transitos Astrológicos, planetas lentos e planetas rápidos

Os transitos astrológicos, representam a relação angular entre os planetas em movimento o e os planetas representados no momento do nascimento (Transitos –aspectos astrologicos com planetas Natais). Uns planetas são mais lentos, e outros mais rápidos, que ao se deslocarem vão transitando pelas 12 casas e consequentemente pelos 4 elementos, e assim, ao formarem ângulos (transitos astrológicos) com os planetas no momento do nascimento
Actualmente os trânsitos Astrológicos tem mais importância para a astrologia moderna, do que para os antigos astrólogos ocidentais. A astrologia praticada no passado não era centrada nas pessoas, e por esse motivo, algumas questões astrologicas que hoje são de grande importancia, anteriormente não tinham qualquer destaque.

 Planetas lentos

  • Júpiter –  Permanece 1 ano em cada signo - (Planeta Social)
  • Saturno - Permaneçe 2, 5 anos em cada signo - (Planeta Social)
  • Úrano - Permaneçe 7 anos em cada signo – (Planeta transpessoal)
  • Neptuno - Permanece 13 anos em cada signo - (Planeta transpessoal)
  • Plutão -  Variavel, já ficou 25 anos em caranguejo (Cancer), 20 anos em leão, 11 anos em Balança (Libra), e ficará 11 anos em Escorpião.  - (Planeta transpessoal)

Planetas Rápidos ou pessoais

  • Sol – Permanece mais ou anos 30 dias em cada signo
  • Lua – Permanece 2 dias em cada signo
  • Mercúrio – permanece 15 dias em cada signo
  • Vénus – permanece 24 dias em cada signo
  • Marte- permanece 40 dias em cada signo

Transitos Astrológicos, e outras técnicas preditativas

A astrologia tem uma série de técnicas preditivas baseadas unicamente no mapa do nascimento do indivíduo.
  • Os trânsitos astrológicos, são como um elo colectivo, uma linguagem simbólica captada por todas as pessoas, com relação ao mapa pessoal.
  • As progressões Astrológicas - ciclo pessoal de vida
A diferença básica entre os Trânsitos Astrológicos e as Progressões Astrológicas, é que os Trânsitos representam movimentos em tempo real, enquanto que nas Progressões o tempo é simbólico. Assim, os Trânsitos Astrológicos, apresentam o céu em movimento rápido enquanto nas Progressões o movimento é lento.
As Progressões Astrológicas, são consideradas, como subjectivas, enquanto que os trânsitos astrológicos são vistos como responsáveis pela expressão no mundo dos processos internos gerados pelas Progressões. No entanto, não é assim que as coisas acontecem.
Os trânsitos  são tidos como uma poderosa ferramenta que nos ajuda a entender o sentido da relacão da pessoa com o mundo exterior que a circunda. Os transitos Astrológicos mostram de que forma a pessoa reage ao mundo exterior no extrato colectivo, que se apresenta como uma representação fidedigna dela mesma. De acordo com o mapa natal e a conjuntura de transitos astrológicos correspondentes, poderemos vivenciar, umas vezes desafios que nos mostram o que temos em nós para harmonizar, resolver, libertar, e em outros momentos surgem facilidades, harmonias, conjunturas favoráveis para resolver questões pendentes.
fonte:mapaastral.org
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domingo, 16 de fevereiro de 2014

CLASSIFICAÇÃO DAS CASAS ASTROLÓGICAS

Classificação das Casas Astrológicas
Classificação das casas Astrológicas

Casas Angulares

°  Casa I - Casa IV – Casa VII - Casa X 
° As casas com os efeitos mais fortes e poderosos.
° Relacionadas com os factores mais identificativos da vida.
° Casa I – Personalidade.
° Casa IV - o Lar.
° Casa VII - Matrimónio.
° Casa X – Profissão.
Angulares
Estes sectores merecem uma consideração especial e obrigam uma pessoa a desenvolver-se e a crescer como indivíduo.

Casas Sucedentes

° Casa II - Casa V - Casa VIII – Casa XI
° Resultados das forças postas em movimento.
° Influência estabilizadora.
° Forma como uma pessoa utiliza os seus recursos.
° Mostram a forma que a pessoa segue o seu caminho em cada novo projecto.
° Dão equilíbrio e estabilidade.
Sucedentes

Casas Cadentes

° Casa III - Casa VI – Casa IX – Casa XII
° Direcção a seguir.
° A pessoa adapta-se às condições de sua vida.
° Impulsos de dispersão.
° Fundem as energias no meio ambiente.
° Pensamento que se funde.
Cadentes

fonte:mapaastral.org
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QUADRANTE

Quadrantes
Quadrantes
Os quatro quadrantes nascem da interacção entre os eixos Ascendente/Descendente e Meio do Céu/Fundo do Céu. Nascem da sobreposição dos hemisférios.
Quadrantes

Primeiro Quadrante

Casas I, II e III.
° Definição pessoal e auto-consciência.
° Estão representadas as áreas básicas da vida
° Onde a pessoa cria as condições para o posterior desenvolvimento e expressão da personalidade.
° Este quadrante muito acentuado, a pessoa tende a focalizar a sua atenção na auto-afirmação e auto-descoberta.
° Perguntas:
O que eu sou?
O que tenho
O que valho?
Como comunico?
Como defino o mundo?

Segundo Quadrante

Casas IV, V e VI.
° Expressão pessoal.
° Consolidação e aperfeiçoamento da personalidade.
° Revela uma personalidade que se põe à prova, tendo em vista a auto-expressão e o aperfeiçoamento.
° Interroga-se:
De onde venho?
Quem sou?
Qual a minha utilidade?

Terceiro Quadrante

Casas VII, VIII e IX.
° Relaciona-se com a definição social.
° Auto-consciência social, na qual o indivíduo aprende a estruturar-se e a agir em interacção directa com os seus semelhantes.
° Quadrante muito acentuado denuncia grande capacidade de relacionamentos, quer a nível social, quer em áreas de emoção e intimidade.
° As perguntas são:
Com quem e como me relaciono?
Qual a minha capacidade de partilhar?
Que significado dou ao mundo?

Quarto Quadrante

Casas X, XI e XII.
° Expressão social.
° A expressão é de teor colectivo.
° A sua criatividade e capacidade construtiva é expressa num contexto colectivo.
° A acção do indivíduo tem como base a sua identidade social.
° Forte, este quadrante revela uma personalidade que se expressa principalmente através de propósitos criativos Sociais.
° Pergunta-se:
Qual o meu lugar na sociedade?
Como interajo no colectivo?
Qual o meu propósito último?

fonte:mapaastral.org
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CAUCULANDO O ASCENDENTE

Calcular o ascendente – signos astrologia
Como familiarizar-se com o ascendente e o descendente no seu mapa astral? Para calcular o  signo Ascendente (ASC) é necessário saber que o signo do Zodíaco que surge na linha do horizonte leste, no preciso momento em que a pessoa nasce. Ao calcular o signo ascendente tem-se em conta, a data, hora e o local de nascimento da pessoa em questão.
Para ser possível uma melhor compreensão sobre o princípio dos signos no ascendente e das casas astrológicas, vamos observar os esquemas em baixo e seguir um simples raciocínio.

Calcular o ascendente

Podemos ver um círculo com 12 divisões em partes iguais, cada uma das divisões representa 2 horas de um dia de 24 horas. Vamos imaginar que vamos analisar uma pessoa com signo de Gémeos  nascida em 5 de Junho, por exemplo. É muito importante que se tenha em conta uma pessoa que tenha nascido por exemplo no Brasil, é necessário retirar ou acrescentar horas à hora do nascimento, já que o astrólogo se refere sempre à hora solar (ou hora sideral) e não à hora indicada por nossos relógios (ou hora legal).
Para calcular o signo ascendente, vamos partir do princípio de que a hora de nascimento da pessoa, foi aproximadamente as 17 horas. Assim verificamos que no espaço que vai das 16 às 18 horas, ligeiramente para o exterior, vamos desenhar o símbolo do Sol e, no interior, o símbolo de Gémeos (ver o esquema abaixo, à direita), já que o Sol se encontrava neste signo no momento do nascimento.calcular o signo ascendente e descendente
Depois, a partir deste ponto, para calcular o signo ascendente, vamos rodar os símbolos dos outros signos, girando no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. Agora é só necessário saber, a partir de um calendário do ano do nascimento em questão, da hora do nascer do Sol do dia do nascimento, para descobrir o signo ascendente. No nosso exemplo, o Sol nasceu entre as 4 e as 6 horas de 5 de Junho; logo, o signo ascendenteencontra-se no signo de Sagitário. Só nos falta situar o descendente no signo oposto (tal como explicamos anteriormente). No nosso exemplo, situa-se, portanto, no signo de Gémeos  Insistimos sobre o facto de que se trata de um posicionamento aproximado. Este exemplo para calcular o ascendente, não se destina a ensinar a calcular a posição do seu signo ascendente, mas sim permitir a sua familiarização com a utilização do Zodíaco e, com certa prática, habituar-se aos complicados cálculos, necessários para aprender a desenhar um mapa astral.

fonte:mapaastral.org
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HEMISFÉRIOS

Hemisférios


Os hemisférios surgem, a partir dos ângulos principais do mapa (Ascendente, Descendente, Meio-do-Céu e Fundo-do-Céu). Se dividirmos o mapa pelo eixo Ascendente/Descendente (a linha do horizonte) surgem dois hemisférios.
Hemisférios
Abaixo do horizonte

Hemisfério Nocturno

Casas I, II, III, IV, V e VI.
° Área de vivência pessoal.
° Pessoa auto-centrada.
° Nocturna ou “invisível” da vida.
° Com planetas neste hemisfério, a pessoa tende a ser reservada, introvertida e a viver no seu mundo interior. Pode ser tímida e ego centrada.
Acima do horizonte

Hemisfério Diurno

Casas VII, VIII, IX, X, XII e XII.
° Áreas sociais, diurnas, “visíveis” e do domínio público.
° Muito acentuado num mapa natal, representa extroversão, sociabilidade, capacidade de comunicar e gosto pelas “luzes da ribalta”.
° Em exagero, pode indicar falta de bases e pouca interiorização.
O eixo Meio-do-Céu/Fundo-do-Céu, divide o mapa de alto a baixo, e também gera dois hemisférios, que vão repartir as casas de forma diferente.

Hemisfério Oriental

° Ao lado do Ascendente – casas X, XI, XII, I, II e III.
° Áreas de vida em que o indivíduo se expressa a age por impulso pessoal.
° Pessoa auto – motivada.
° Quando este hemisfério está acentuado, a pessoa tem bastante iniciativa, é assertivo, capaz de se impor, depende pouco da opinião alheia.
° Se exagerar, corre o risco de tornar-se egoísta.
Hemisferio

Hemisfério Ocidental

° Ao do lado do Descendente, contém as casas IV, V, VI, VII, VIII, e IX.
° Áreas de vida que dependem de factores exteriores ao indivíduo.
° Quem tem esta área acentuada tende a agir em função dos outros, procura uma resposta, uma motivação ou uma referência exterior.
° Pode tornar-se dependente dos outros.
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ASTROLOGIA-PRINCÍPIOS SIBÓLICOS DA CRUZ DA ENCARNAÇÃO

Astrologia – Cruz da Encarnação – Ascendente, Descendente

Ascendente (eu) e Descendente (o outro) – Fundo do céu (emoções inconscientes) e Meio do Céu
Ascendente – representa a Imagem que eu espontaneamente emito, projeto de mim sobre o ambiente. O que liga o ascendente ao descendente é sempre uma questão de relação – eu e os outros.
Descendente – somos nós espelhados na relação, o outro devolve-nos uma imagem de nós. Imagem que o exterior devolve de mim e vê em mim.
Fundo do Céu – alicerces, dimensão lunar subjetiva, cargas emocionais passadas da memória, o que eu não sabemos de nós. Raízes inconscientes, em que dependemos delas para nos sentirmos seguros. O fundo do céu liga-nos ao passado, à nossa linhagem, aos ancestrais.
Meio do céu – Consciência conquistada expressa no mundo
Hemisferios
Eixo vertical- Fundo do Céu/Meio do Céu- eixo de consciência, eu (fundo do céu) Comigo (meio do Céu) o que eu não sei de mim (Fundo do Céu) com o que eu sei de mim e expresso conscientemente no mundo. Eixo vertical, uma relação comigo próprio.
Eixo Horizontal – Ascendente/Descendente – relação horizontal – relação com os outros
Hemisférios
Hemisfério Oriental- esquerdo – o Eu
Hemisfério ocidental – direito – outros
Hemisférios
Hemisfério Diurno – Meio do Céu é posição do sol mais visível no dia, ao meio dia. hemisfério mais consciente. Planetas no hemisfério diurno. Meio do céu, parte visível, exterior, no entanto a qualidade da parte visível depende da solidez de enraizamento representada pelo Fundo do Céu.
Hemisfério Noturno– Fundo do Céu posição mais escondida do sol à meia noite (fundo do céu). Planetas
que estão no hemisfério noturno não estão visíveis, pertencem à noite. Tudo o que se encontra no
hemisfério Noturno (FC) tem a ver com as nossas fundações emocionais. A nossa parte mais invisível,
subjetiva (inconsciente). As Raízes inconscientes que dependem a nossa estabilidade, segurança
emocional.
  • O que liga o ascendente ao descendente é uma questão, sempre, de relação – eu e os outros.
  • O que liga o Fundo do Céu ao Meio do Céu é sempre uma questão de consciência (ou ausência dela).
Todos nós vivemos as relações (eixo Asc-Desc) em função da consciência que já conquistámos. É através da consciência que conquistamos que dinamizamos as relações, é a partir das relações que dinamizamos e expandimos a consciência.

fonte:mapaastral.org
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ASTROLOGIA: A HITÓRIA

Pequena História da Astrologia - Parte 1 
 História da Astrologia 



Desde as épocas mais remotas, o homem sempre perscrutou os céus em busca dos mistérios da existência humana, pois a sentia estreitamente ligada ao cosmo. Os babiloneses já tinham cartas do Céu com as orbitas dos dois luminares, o Sol e a Lua.

Já os sacerdotes Caldeus, tinham um método astrológico rudimental, e faziam adivinhações estudando as doze constelações, apesar de não utilizarem o horóscopo individual, o condenando abertamente, especialmente se feito com fins lucrativos. As estrelas indicavam os acontecimentos da coletividade.

No entanto, o seu legado chegou até os Egípcios, Gregos, Persas e até a Índia. E todos estes povos estudaram a seu modo o céu, dando-lhes as características de suas próprias civilizações. Foram necessários quase três mil anos para que a astrologia passasse do plano impessoal àquele individual, e é neste momento que a astronomia e a astrologia, embora irmã, se separaram. No entanto, a astrologia se baseia na astronomia para fazer as suas deduções e a astronomia continua a utilizar conceitos e símbolos herdados da astrologia.
A tradição egípcia nos ensina que "o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima" (O Caibalion). Na Grécia, Pitagoras afirmava uma reciprocidade entre o Todo e o cosmo, e de conseqüência entre o Todo e o Homem. Os pitagóricos desenvolveram um pensamento que afirmava a existência de uma relação íntima entre a matemática e a música (a música das esferas). Este pensamento, se adaptado à astrologia, serviria para conciliar o princípio dos opostos de Eráclitus, com uma lei de movimento cíclico e com uma relação entre macrocosmo e microcosmo.

É sobre esta base que se formou a idéia da afinidade absoluta entre a vida no cosmo e o homem, (expressão da verdadeira harmonia universal), que é em si uma expressão da idéia do ritmo universal, esta música das esferas que de alguma forma ecoa no espaço ilimitado da vida individual.

Durante alguns séculos a astrologia foi se enriquecendo do pensamento de vários filósofos, como Pitágoras e Eraclitus, e também com aquelas de Platão e Aristótele. No século II a.. C. Iparco contribuiu para a astrologia, constatando a precessão dos equinócios, a obliquidade da elíptica, a excentricidade da órbita solar, o para-eixo horizontal da lua, etc. Foi ele que, com as suas descobertas astronômicas e segundo o pensamento de Platão, segundo o qual cada fenômeno na terra estava em relação aos acontecimentos celestes e o físico do homem constituía uma reprodução dos modelos celestes, elaborou uma tabela com a ordem de correspondência entre os setores zodiacais e as partes do corpo humano. Podemos dizer que aqui se encontram as idéias básicas da antroposofia e da cosmopatologia.

Os seus contemporâneos aprofundaram estas considerações, elaborando assim pela primeira vez as análises individuais de temas astrais para os indivíduos. Aqueles primeiros conceitos dos Caldeus se encontravam então enriquecidos e ampliados: os Judeus os aproveitaram na Kabalah e cada vez mais os Árabes os aprofundaram, dando origem a uma grande escola de astrologia.

Não poucos perigos se escondiam nas leis astrológicas que pareciam ir ao encontro de um total determinismo dos fenômenos, fazendo da astrologia uma 'lei matemática', com pouco espaço para o livre arbítrio individual. Além disso, já naquele tempo a astrologia começou a atrair pessoas pouco escrupulosas, e seja no mundo árabe que na Roma cristã, apareceram muitos aproveitadores que enganavam os ingênuos sem nenhum pudor.

Mas é também naquele tempo que surgiram estudiosos sérios, desejosos de ampliar o conhecimento astrológico para deixar um legado para a posteridade. Entre eles devemos destacar Claudius Ptolomeu. O Tetrabiblos por ele escrito, pode ser de fato considerado como o primeiro tratado científico de astrologia publicado no Ocidente. Ptolomeu reuniu nele de forma ordenada e sistemática todas as teorias e conceitos e também as experiências astrológicas da Babilônia, Egito e Grécia. Foi ele que elaborou pela primeira vez a noção dos 'Regentes' dos signos astrológicos. Ele também reconheceu a importância do horóscopo individual, dando o pontapé inicial à astrologia da forma como nós a conhecemos.

A obra de Ptolomeu traz consigo as características daquela unidade entre o espírito e a natureza que foi o fundamento da filosofia grega e que somente após a morte de Alexandre Magno (323 a C.) começou a se desintegrar. O sincretismo filosófico e religioso, especialmente aquele da escola alexandrina, preparou o terreno para uma antiga filosofia que teve uma grande importância para o espírito humano: o neo-platonismo.

Entre os expoentes desta filosofia, destacaremos Plotino (205-270 d.C) e Porfírio (233-304 d.C.), seu discípulo. Plotino ao se aprofundar no sincretismo filosófico-religioso, sentiu a harmonia do universo e reconheceu a correspondência entre "o que está em cima e o que está embaixo", uma lei universal entre o céu e a terra, indispensável para toda a compreensão da existência humana. Ao resgatar a astrologia, estes filósofos simplesmente mantiveram a hereditariedade do pensamento grego, impedindo a decadência da astrologia e integrando-a com o pensamento cristão reinante no mundo naquela época.

No entanto a astrologia sofreu varias ameaças ao longo dos séculos, sempre ressurgindo fortalecida, quando a humanidade passa por momentos de grande revoluções sociais. Devemos reconhecer o valor desta grande ciência quando verificamos que ao longo dos milênios, ela ressurge sempre evoluindo com o pensamento da humanidade, como que a demostrar o valor indestrutível desta experiência milenar que faz parte da própria consciência e da existência de um corpo espiritual atemportal.

No ocidente, nos primeiros séculos de nossa era, (de 700 a 1100 DC) o interesse da astrologia era concentrado primeiramente nas suas relações com a doutrina cristã. No Oriente, no entanto, a astrologia continuou sua evolução para ampliar suas bases teóricas e sobretudo práticas. Em Bisâncio (ou Constantinopla) existia uma cadeira de Astrologia na Universidade. No mesmo período, o mundo islâmico contribuiu de forma notável para o desenvolvimento das ciências astrológicas. A partir da idade média, a astrologia precisou se adequar à evolução do pensamento e portanto acabou ressentindo as conseqüências do processo de transformação derivado do pensamento cristão que naquele período se espalhava no mundo ocidental. Neste período o aspecto entre astrologia e religião são interligados.

A partir de 1400 DC, as relações entre astrologia e religião começaram a enfraquecer, perdendo a sua importância e sendo substituídas pouco a pouco com teorias ligadas ao desenvolvimento das ciências naturais. Apesar de parecer que o Renascimento seja a época do florescimento da luz em relação ao obscurantismo da idade média, ele iniciou de fato a queda rápida da autêntica espiritualidade cristã. O Humanismo, de fato, acabou abrindo um abismo entre a ciência e a fé, apesar de proclamar a reconciliação entre a natureza e o espírito. Neste período aconteceu o descobrimento da América por Cristóvão Colombo e a substituição do sistema universal geocêntrico de Ptolomeu pelo sistema heliocêntrico de Copérnico (1472-1543), que revolucionou as antigas concepções geográficas e astronômicas.

Portanto era de se esperar que essas grandes mudanças influenciassem também a astrologia. No entanto, ainda não havia acontecido uma verdadeira ruptura entre a astronomia e a astrologia, que eram ensinadas, juntas, em várias Universidades da Europa. Neste período, os grandes estudiosos desta época tentaram dar à astrologia uma conotação científica, por causa dos critérios racionais que agora prevaleciam. Na realidade, esta mesma conotação científica acabou favorecendo aos opositores da astrologia, já que ela não conseguia explicar nos termos da ciência positiva as visões tradicionais dos conceitos cosmológicos. As imagens simbólicas tinham valor somente se expressas por espíritos eleitos como São Tomás de Aquino ou Dante, ou mesmo pelos Mestres de Chartes e outros místicos da época, mas perdiam o sentido se comparados com a linguagem científicas e realista da época.

È neste período que surge na Itália, o gênio incomparável de Leonardo da Vinci (1452-1519). Leonardo não ignorava o conceito dos antigos filósofos de que o 'Homem é um universo em miniatura" mas, para chegar a uma visão unitária da Criação Divina que pudesse ser satisfatória seja para o estudioso que para o artista, ele precisou buscar o equilíbrio perfeito entre ciência e arte. A harmonia universal refletida num céu estrelado não havia passado despercebida ao seu olhar de pesquisador. Estudando o tratado astronômico de Ptolomeu ele conseguiu ter uma idéia precisa daquela frase hermética "o que está em cima é como o que está em baixo", ou "o microcosmo é como o macrocosmo".

Na criação da "Ultima Ceia" (afresco que se encontra na Igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália), Leonardo tinha a intenção de reproduzir, segundo suas palavras, "a cosmografia do microcosmo em doze figuras", assim como Ptolomeu havia dividido o céu em doze partes, demonstrando doze variações da natureza humana que representavam cada uma as suas particulares características permitindo distinguir com precisão a sua diversidade.
Conforme o conceito dos "Quatro Elementos", Terra, Fogo, Água e Ar, Leonardo dividiu os Apóstolos em quatro grupos, de três figuras cada uma, colocando-os nos dois lados da mesa, onde Jesus, no centro, reina absoluto, já que ele corresponde ao Sol de nosso sistema solar.
Ao apóstolo Simão, por exemplo, é atribuído o signo de Áries, estando ele sentado na 'cabeceira' da mesa do lado direito do afresco. Tadeus representa o signo de Touro, e Mateus o signo de Gêmeos, e assim seguem todos até o final. Vemos com particularidade que o signo de Balança é atribuído a João, sentado do lado direito de Jesus (a esquerda no afresco) e a Judas (que está derramando o saleiro) é atribuído o signo de Escorpião. Por fim vemos que Bartolomeu, ao qual é atribuído o signo de Peixes, é o último e o único a ter seus pés descobertos. Desta forma Leonardo, representou a união entre o divino e o humano, que constitui a essência própria do cristianismo.
Esta obra inspirada em conceitos cosmológicos não é comparável com nenhuma outra, apesar de encontrarmos em todos os lugares, palácios ou igrejas, estas analogias e representações dos signos astrológicos, das constelações, das estrelas etc., que sempre inspiraram os artistas da época.

A partir deste período, a arte do século seis e sete pareceram ignorar ou quase estas representações, à medida que a humanidade era amplamente influenciada pelas ciências naturais que relegavam pouco a pouco a astrologia 
à simples esfera das artes divinatórias.

fonte:graziella marraccini
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